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Globo Repórter
Postado por Cotovelares às 18h08

O garoto inglês Tom Shufflebotham, filho de um fazendeiro do condado de Cheshire, tornou-se em 1980 o recordista mundial de encantamento de minhocas. A competição tem regra simples: ganha quem retirar do solo o maior número de anelídeos, sendo proibido escavar ou usar inseticidas. O menino prodígio conseguiu fazer com que 511 minhocas brotassem da terra sem tocá-las, em apenas 30 minutos. Ele usou um garfo, parecido com o tridente do capeta, para agitá-las. Confira abaixo os momentos finais da disputa realizada no Reino Unido:

 

 

 

Parece lorota, mas a fêmea do louva-a-deus arranca a cabeça do macho e o devora após o acasalamento. Trocando em miúdos, ela come depois de ser comida. (Masini)  

Tiê, nome de passarinho
Postado por Cotovelares às 17h24

 

Depois de ler uma matéria na Folha, fui atrás dessa cantora com nome de passarinho. E foi difícil encontrar algum material. Só quando caí no myspace, pude degustar um pouco da voz dela. A primeira canção que ouvi foi A Bailarina e o Astronauta, uma elegia das mais ternas entre dois seres inusitados. A voz de Tiê é sussurrada, emendada, e sem perder o fôlego atropela o compasso. De resto, no fundo, ouvimos ruídos espaciais e gorjeios de pássaros.

 

Em seguida, cliquei em Le Pont; e outra surpresa. Um improviso vaudeville, cantado em francês, cheio de gozações, num clima de cabaré. Fiquei entusiasmado com a moça. Senti algo realmente fora dos padrões e criativo acontecer, sem se prender a regras tão saturadas. Daí resolvi conferir um pocket show que ela iria fazer no barzinho anexo do famoso clube Lov.e, uma quarta à noite.

 

Fui o primeiro a chegar e fiquei bebendo Original de casco. Tiê chegou às dez da noite, acompanhada por uma menina vestida de preto e usando uma cartola de mágico. Acomodou o laptop numa banqueta, enquanto chegavam poucos convidados: a mãe dela e o irmão, alguns amigos... Até dar a hora do show, ela preparou os cds para vender após a apresentação. Colocou todos numa pequena caixa decorada. Cinco reais cada um.

 

Subiu ao palco e cantou suas quatro únicas músicas, quase sem intervalo, pedindo de um jeito caseiro o apoio da platéia, que começou a estalar os dedos das mãos no ritmo da canção. Ainda que um pouco insegura no palco, Tiê tem uma voz linda e uma presença de cair o queixo. Mais tarde, soube que antes de se tornar cantora, ela era modelo. Assim que terminou o show, sentou-se com a mãe na mesa e pediu uma garrafa de água; e começou a vender os próprios cds. (Masini)

 

Para ouvir Tiê: http://www.myspace.com/tiemusica.

Desembucha - 15 agosto
Postado por Cotovelares às 03h43

Agora sempre que colocarmos uma edição no ar, vamos abrir um espaço aqui no blog para comentários e críticas dos leitores. Fique à vontade para deixar sua opinião abaixo. É a seção Desembucha.

Sala vazia
Postado por Cotovelares às 15h54

Ingmar Bergman (1918 – 2007)

 

 

Michelangelo Antonioni (1912 – 2007)

Visita ao templo Zu Lai
Postado por Cotovelares às 02h10

 

Logo na entrada tem uma estátua de porcelana, bem colorida, do Buda Maytreia, aquele gordão sorridente que fica sentado sobre as pernas e carrega a bolsa da fortuna pendurada nas mãos. Chamam-no de “o amoroso”. Segue um caminho de concreto como uma serpente cortando o gramado cheio de flores roxas e vermelhas, até que a paisagem se encerra num lago turvo, de água verde-escura, sob uma ponte de madeira vermelha. Poucas pessoas estão ali em silêncio absoluto, umas de postura reta e mãos unidas em posição de meditação, outras namorando debaixo de árvores, curtindo o fiapo de sol no término do dia.

 

Um jovem em plena concentração usa um colar enorme, desproporcional e pesado; uma senhora de vestido comprido e camisa leve branca lê o livro do mestre Hsing Yün, sobre os fundamentos do budismo. Mais no alto, impera o pórtico imponente do templo, ornamentado com símbolos chineses e sânscritos ininteligíveis, mas muito elegantes. Dentro, o enorme pátio está vazio, rodeado por salas de portas fechadas. A escadaria à frente é milimétrica, de um equílibrio arquitetônico muito preciso. Tem um apelo espiritual intrínseco, os degraus que levam à transcendência.

 

Numa espécie de laje suntuosa, onde o clarão do dia bate estourado, um dos mestres solta gritos secos. Os alunos posicionados eqüidistantes, formando um quadrado perfeito, respondem com golpes vigorosos no ar, também seguidos por gemidos potentes. Dois aprendizes destacam-se do grupo e pegam dois baldes cheios de água até a boca. Erguem os braços na posição de Cristo, segurando-os com as mãos, cadenciam a respiração numa técnica muito particular e convincente, em seguida descem a escadaria e atravessam todo o pátio. Retornam com os braços tremendo, num sacrifício testemunhado de perto pelo mestre. A prática de kung-fu mais parece uma sessão de tortura.

 

O dia chega ao fim após uma palestra do monge budista que faz uma explanação sobre os três venenos: a raiva, a ira e a ignorância. Ele jura poder controlá-los a partir dos ensinamentos de Buda, o ser iluminado que passou 49 dias debaixo de uma árvore em estado puro de concentração até atingir o nirvana. Me perco na estranheza das palavras, como um recém-chegado ao mundo, muito impressionado pelo ambiente e fascinado ao mesmo tempo. Arrisco uma sessão de meditação instantânea, sugerida pelo monge. Uno os polegares e deixo o corpo relaxado, busco respostas tateando na escuridão do momento. (Masini)

 

O templo Zu Lai fica a 25 km de São Paulo, no município de Cotia: http://www.budanet.org.br.      

Ah, o Botafogo...
Postado por Cotovelares às 13h44

Deve parecer oportunismo espinafrar o Botafogo justamente agora, quando o time é “surpreendido” com a notícia de seu homem-gol, Dodô, ter sido pego no exame anti-doping. O Botafogo é tão triste. Tivesse sido um Grêmio, quem sabe um São Paulo, até mesmo um Santos, quem despontasse na liderança do campeonato de forma tão imperativa, a gente já saberia que a briga dos demais seria por vaga na Libertadores. Mas em se tratando do Botafogo, não parecia tão claro que alguma coisa fosse acontecer? Que o time fosse desandar e perder o título? Ainda é cedo para previsões do tipo, mas eu cravo desde já: o Botafogo não será campeão.

 

Time esquisito, esse. É o único pessoal que conseguiu se tornar inimigo mortal da Ana Paula de Oliveira. Ninguém é inimigo mortal da Ana Paula de Oliveira. No máximo, você não acha as coxas dela “tudo isso” (não é o meu caso). E vocês lembram do episódio em que ela se tornou persona non grata para o Botafogo? O presidente do clube, Bebeto de Freitas, não se cansou de vir a público e reiterar: “Deixaremos de arrecadar R$ 2,5 milhões por causa dessa mulher!”. Peraê, peraê. No meu tempo, quando se falava que o juiz roubou (ou o bandeirinha), isso servia para atenuarmos a decepção por uma não-classificação – no caso do Botafogo, foi uma desclassificação às finais da Copa do Brasil, um torneio nacional. Ou seja: o Botafogo lamentava a perda de lucro financeiro, não a perda de uma classificação. O Botafogo é tão triste.

 

E outra coisa: quando o Zetti foi pego no anti-doping nas Eliminatórias da Copa de 1994, a gente evidentemente sabia que tudo não passava de um equívoco, como se constatou. Mas e quanto ao Dodô: você apostaria suas finanças escondidas no colchão pela inocência do menino? Estou com meu amigo Vicente: tem caras que definitivamente não merecem só boas coisas na vida. Você (qualquer um) pode xingar a minha pessoa física, até me agredir brutalmente por meio de tapas espalmados, que ainda assim poderemos nos entender. Só não faça o que o Dodô fez em sua (graças a Deus breve) passagem pelo meu time. No banco de reservas, Dodô ria enquanto o time em campo perdia o jogo que significava a queda para a segunda divisão.

 

Dodô ria. Como eu, agora. (FF)

 

Brasil: ame-o ou deixe-o
Postado por Cotovelares às 13h48

Situação: você é técnico da seleção brasileira de futebol.

 

Atitude: Você convoca o Afonso para ser seu homem-gol. E o Doni para defender a pátria.

 

Conclusão: você é um tremendo dum infeliz.

 

A pergunta mais fabulosa que já ouvi no meio futebolístico foi quando o Dunga assumiu a seleção e um repórter, que não vou lembrar agora, emendou para o novo comandante:

 

- Dunga, você que nunca foi técnico antes, sabe, por exemplo, como é que se dá um treinamento?

 

Bastou tomar uma piaba do time B do México para, de repente, surgirem diversas justificativas para o infortúnio. A principal delas era a de que faltou tempo para treinar o time. Como é que é? A seleção havia feito dois amistosos prévios à Copa América e o nosso professor fez o quê? Convocou jogadores que não disputariam a Copa América!

 

E para fechar o círculo de lógicas alucinantes, é bem possível que a gente caia logo na primeira fase e aí será uma verdadeira caça às bruxas. Entenda: Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Zé Roberto. A culpa será deles, na concepção de nosso estrategista. Aliás, ainda que tardiamente, vamos dar nosso pitaco sobre o case Zé Roberto: o sujeito estava gastando a bola desde as embaixadinhas de apresentação no Santos. Só que não era convocado nunca. Bastou anunciar seu retorno ao futebol europeu, para o Dunga perceber que Zé Roberto era o cara. Com a "traição" do Zé, o cara passou a ser o Afonso, que joga num país de Primeiro Mundo, ainda que o nível técnico do futebol holandês seja inferior ao do campeonato brasileiro (aquele cujo artilheiro máximo é o Josiel).

 

Mas a pior de todas foi a especulação que ouvi sobre o porquê de a CBF ter escolhido Dunga para o cargo. Supostamente, seria a tentativa tupiniquim por uma versão do que a seleção alemã tentou com Klinsmann, aquela idéia de devolver o espírito ufanista perdido. O que eu não entendo é que o carisma de Dunga é similar ao de um DVD pirata, exatamente o perfil contrário ao de seu colega germânico. Eu fico maluco com os nêgo (sic) que vem me dizer que Dunga foi fundamental, como liderança, na conquista da Copa de 94. A-o-n-d-e?! Ser bravo e ser líder são coisas decididamente distintas. Liderança é ter o grupo todo fechado em torno de você, e tudo o que a gente sabe sobre o que poderia representar uma “Família Dunga” resume-se ao espalhafato de camisas floridas.

 

Cada seleção tem o Klinsmann que merece. (FF)

Um lunático em Belfast
Postado por Cotovelares às 15h51

 

Conheci o cara aí de cima há uma semana em Belfast, na Irlanda do Norte. O nome dele é Cyril Lindsay e ele mora na Rochester Avenue. Depois de passar três dias em Dublin, segui de trem para a capital celta. Cheguei tarde na cidade, oito ou nove horas da noite, o sol ainda teimando com os últimos raios no horizonte. Andei até o albergue, larguei minha mochila e resolvi fazer um passeio rápido pelas redondezas.

 

Comecei circulando pela Queens University, uma área imensa com prédios antigos e cheia de árvores. Mais adiante, avistei o pórtico do Jardim Botânico e resolvi entrar. Já de cara tem uma estátua imponente do físico Lord Kelvin, que eu saberia mais tarde da boca de Cyril se tratar do cientista mais famoso nascido em Belfast e que emprestou seu sobrenome para ser usado como medida de temperatura (o tal do grau Kelvin que estudamos no colégio).

 

Pois bem. Voltando pela avenida que beira a universidade encontrei Cyril, pedalando devagar sua bicicleta e pronto para atravessar a rua. Ele puxou conversa perguntando de onde eu vinha. Falou dos lugares que já tinha ouvido sobre o Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo. Apesar de estar um pouco cansado, resolvi dar corda para suas palavras atropeladas. Iniciou-se então o delírio. O homem desatou a citar nomes de livros e autores que eu deveria ler de qualquer jeito.

 

A maioria das indicações era sobre física, teorias do universo, comportamento da galáxia, etc. Numa empolgação alucinante, sacou uma caneta do bolso, retirou um pedaço de papel de um saquinho de supermercado e começou a anotar quais obras eram imprescindíveis. Cyril escrevia  tudo numa velocidade compulsiva, a letra garranchada, muita coisa não consegui entender. Disse que Belfast era a terra dos cientistas. Concordei para não atrapalhar a retórica-avalanche do homem.

 

Pensei no matemático esquizofrênico do filme Uma Mente Brilhante: Cyril também tinha algo revelador e ao mesmo tempo lunático para me contar. Os olhos bem abertos, compenetrados e loucos, rodando sem parar na órbita. Podia ser um impostor acostumado a impressionar turistas, não sei. Resolvi testá-lo depois de meia hora de conversa. Emendei o único tema que entendia um pouco na área de física. Perguntei-lhe sobre o que ele achava da Teoria da Supercorda?

 

Ele parou de tagarelar um instante. Apertou a testa com os dedos e soltou: “páginas 115 e 162 do livro Order Out of Chaos, de Ilya Prigogine. Está tudo lá, falando da Super String Theory”. Não, não podia ser. Como mais um passo para me impressionar, ele tirou da mochila um livro e me deu na mão. Folheei rápido, passei os olhos em algumas fórmulas e equações. Perguntei sobre o assunto. Ele recomeçou a ladainha, dando detalhes impressionantes, indicando cada página e falando com desenvoltura um bando de nomes ininteligíveis.

 

Abaixei a guarda e obriguei-me a levá-lo a sério. Redobrei minha atenção e embarquei de cabeça na experiência de escutá-lo. Muitas vezes ele não se dava conta da minha presença ali, bradava para ele mesmo, sem se importar com quem o ouvia. Já no final do nosso encontro, perguntei para Cyril com que ele trabalhava? “Meu trabalho é descobrir cada vez mais sobre mim mesmo, passo o dia todo lendo em casa”, essas foram as últimas palavras do lunático de Belfast. (Masini)  

Até a pé nós iremos - 1ª parte
Postado por Cotovelares às 12h40

(Reuters)

 

Há uma cena em Advogado do Diabo em que o próprio Satã, interpretado por Al Pacino, sobe ao ringue de uma luta de boxe, para abraçar ninguém menos que Don King. Ou seja, Don King é amigo do diabo! Eu não sei se foi Don quem apresentou o capeta a Mano Menezes, sei é que eles se tornaram inseparáveis.

 

Porque sim, vamos falar do Grêmio. A tese de que o Boca Juniores na Libertadores tem pacto com o demo é de Fernão Ketelhuth – a minha é a de que a filial do inferno foi aberta em Porto Alegre. Tem sido empolgante ver o Grêmio disputar qualquer partida minimamente decisiva. Esse time está escrevendo uma história que daqui a uns 30 anos será lembrada como exemplo de como se recuperar a grandeza perdida. Não é o Botafogo que volta para a primeira divisão como vice-campeão da série B. Não é o Atlético, que é campeão mineiro perdendo o segundo jogo da decisão para o rival (Levir Culpi no comando talvez explique muita coisa). É o Grêmio.

 

Da draga à glória. Foi a partir de uma vitória na Série B – claro, estamos falando da Batalha dos Aflitos, contra o Náutico – que o Grêmio poderá chegar à disputa do Mundial de Clubes. Poucas partidas representaram um Antes e Depois tão determinantes na história de um clube quanto foi aquela em que um obscuro Galatto defende o pênalti que poderia ter mantido o Grêmio na periferia da bola. Aquela em que um insolente garoto de 17 anos, Anderson, entra na área adversária com a calma de um veterano até parar dentro das redes.

 

Ser gremista, hoje, é viver num estado de graça, e esse reconhecimento por parte de um palmeirense é sintomático. Os meados dos anos 90 tornaram Grêmio x Palmeiras o mais competitivo clássico do futebol brasileiro. Um treinador então provinciano, Luiz Felipe Scolari, mostrou ao país que a técnica podia facilmente sucumbir diante de uma coletividade medíocre, se seus integrantes medíocres fossem capazes de algum tipo de superação. Alguém, em sã consciência, acha Rivaldo e Djalminha inferiores a Arílson e Carlos Miguel? Pelo visto, o técnico da técnica, Vanderlei Luxemburgo, não aprendeu.

Até a pé nós iremos - 2ª parte
Postado por Cotovelares às 12h40

Aprendemos a odiar o Grêmio, a odiar Felipão. Fomos educados assim. Como seria possível gostar de um sujeito que mandava bater? Mal poderíamos saber que, anos depois, no comando palmeirense, Felipão soltaria um “se o neguinho passar, dá nele! Dá nele!”, entoado para quem quisesse ouvir com aquele inconfundível sotaque gaúcho – e o neguinho em questão era Edílson, jogando pelo Corinthians. Passamos a amar Felipão.

 

Fato é que, em versão low profile, Mano Menezes também parece atrair (e gerar) façanhas épicas, como talvez nem Felipão tenha conseguido. Outro dia ouvi um comentarista pagar de advogado do diabo, defendendo Luxemburgo por 1) ter disputado “somente” quatro edições da Libertadores, o que seria injusto acusá-lo de perdedor nesta competição – a dúvida do blogueiro é: Mano Menezes jogou quantas?; 2) ter montado um time competitivo com apenas um jogador fora de série, Zé Roberto – a dúvida do blogueiro é: de quantos atletas fora de série dispõe Mano Menezes? Pior: a posição equivalente a de Zé Roberto no Grêmio é ocupada por... olha só, Tcheco!, refugo do Santos, possivelmente dispensado pelo próprio Luxemburgo.

 

E por falar em refugo, o Grêmio ainda tem 1) Lúcio, ex-Palmeiras, aquele que certa vez se disse o terceiro melhor lateral esquerdo do mundo, só perdendo para Roberto Carlos e Maldini (?); 2) o supracitado Tcheco; 3) o matador Tuta, ex-Palmeiras e Fluminense, que mata mais as próprias torcidas do que os adversários; 4) Amoroso, que, se não precisa de apresentações, vale o lembrete de ter sido dispensado pelo Corinthians do Caspelhano. Sem falar em certas aberrações, como o Sandro Goiano que, sabemos, abandonou os ringues do vale-tudo para tentar a sorte como volante . Um time medião, portanto. Ou você faria de um sujeito chamado Patrício o xerifão do time?

 

Ainda nesse princípio de 2007, eu já abro a campanha em vista de 2010: chega de Fernando, Afonso e outras dunguices. Mano Menezes é seleção! (FF)

Sexo!
Postado por Cotovelares às 22h29

Como eu tô vendo que meus filminhos orientais estão em baixa, então o negócio é apelar: sexo! Dez momentos devassos e marcantes do cinema (e chega de manteiga na Maria Schneider!):

 

10) Perdas e Danos

Sogro e nora soltando faíscas.

 

9) Proibido Proibir

O beijo de Caio Blat e Maria Flor foi só um beijo. E se aquilo é beijo...

 

8) Meninos Não Choram

Hilary Swank é macho. Chloë Sevigny que o diga.

 

7) Pecados Íntimos

Quando corta pra lavanderia e você tem a convicção de que sim, é a Kate Winslet em posição de Cristo, só que pecando, você fala “tá doido”.

 

6) Cidade Baixa

Alice Braga contra a parede. Ponto para Lázaro Ramos.

 

5) Lucía e o Sexo

Aí você escolhe.

 

4) Os Sonhadores

Uai, aquela cena lá. Você sabe... a da mesa. Seus bando de safado!

 

3) Marcas da Violência

A posição-cardinal mais famosa do mundo protagonizada por Viggo Mortensen e Maria Bello – esta, em figurino de estudante colegial.

 

2) Cidade dos Sonhos

E o fetiche dos homens.

 

1) A Última Ceia

A dor sublimada em libido, para a glória do personagem Dia-Certo-Hora-Certa encarnado por Billy Bob Thornton. (FF)

Do telão para a telinha - 1ª parte
Postado por Cotovelares às 16h34

Aos cultuadores do cinema dito “de arte”, temo que as notícias não sejam muito animadoras. Li ontem que o terceiro filme da cinessérie Piratas do Caribe, No Fim do Mundo, vai entrar em 769 salas (já é a maior abertura da Disney no país). Levando-se em conta que, no Brasil, existem cerca de mil salas, você deve concordar que será difícil encontrar um lugar que esteja passando, digamos, um Princesas, do Fernando León de Aranoa (o mesmo de Segunda-Feira ao Sol), que estréia no mesmo dia do filme com o Johnny Depp. E vale lembrar que a seqüência de blockbusters é cruel para o circuito alternativo: depois de Homem-Aranha 3 e Piratas, ainda vem por aí Shrek Terceiro, Quarteto Fantástico 2 e o novo Harry Potter.

 

Espaços Unibancos do mundo, uni-vos!

 

Ou então, miremos o DVD.

 

 

Ando feliz da vida. Desde que a Imovision começou a operar em home video, meus problemas acabaram. Logo no primeiro pacote, lançaram nada menos que Casa Vazia, que, guardadas as devidas empolgações, é o mais desconcertante e inovador filme dessa safra recente do cinema asiático. Ao criar um personagem central que não emite uma palavra, o diretor sul-coreano Kim Ki-Duk dialoga com o cinema mudo, ao mesmo tempo em que inverte a perspectiva transgressora da história que está sendo contada, fazendo crer que um invasor de casas pode representar não o perigo, mas a própria salvação, aos olhos da vítima.

Do telão para a telinha - 2ª parte
Postado por Cotovelares às 16h33

Não menos empolgante é o lançamento de Dolls, do Takeshi Kitano. Reafirmando seu estilo de mesclar ternura e porrada – como em Brother, Hana-Bi, Zatoichi – Kitano põe na tela uma das manifestações culturais japonesas das mais clássicas: o teatro de bonecos. São três histórias em paralelo que se articulam em torno da esquizofrenia das relações afetivas. Na primeira, um sujeito troca a mulher que amava por um casamento arranjado. Arrependido, ele inicia uma via-crúcis não exatamente pelo perdão dela – impossível – mas como uma forma de auto-punição. Na segunda, um mafioso que parece sentir a proximidade da morte tenta fazer um acerto de contas com o próprio passado, retornando a uma praça onde, décadas atrás, encontrava-se com uma namorada. Na última, uma modelo que teve o rosto ferido num acidente tenta evitar contato com fãs. Mas um deles encontra uma forma pouco convencional para se encontrar com ela. Catártico e imperdível. (FF)

Vascainadas
Postado por Cotovelares às 17h07

Um time que tenha Eurico Miranda como presidente, Celso Roth como técnico e Alan Kardec no ataque já deve ter problemas demais, mas na rodada de estréia do Campeonato Brasileiro pudemos notar que quando o assunto é Vasco da Gama, as possibilidades ao bizarro são infinitas. O Vasco jogou no domingo contra o América do Rio Grande do Norte em Natal e venceu por 1 a 0, gol de André Dias. O atacante aproveitou um cruzamento e finalizou de pé direito. Então por que diabos que, na comemoração, ele beijou o pé esquerdo?

 

a) Tratou-se, na verdade, de uma homenagem ao pé de apoio

b) Era o Oséas disfarçado de André Dias

c) Porque sim

d) nda (justifique sua resposta)

 

(FF)

Papa Pop Freak Show
Postado por Cotovelares às 13h40

Eu não sei em qual canal vocês assistiram à cobertura da chegada do Bento em terras tupiniquins, mas Deus queira que não tenha sido na Globo News, como eu. Gente! Inventaram um comentarista de papa. Calma, vai piorar: com a voz do Noronha! Eu até me solidarizo com o sujeito, afinal, coloque-se no lugar dele: você é um comentarista de papa, o Bento acaba de desembarcar no glorioso Aeroporto Internacional de Guarulhos e, agora, o âncora está passando a palavra para você”. É o famoso fudeu. No caso de nosso herói, ele fez tentativas assim:

“Cabe registrar a cordialidade e a simpatia do papa”

(Bento apenas cumprimentava, via apertos de mão - e sem relar muito - alguns cardeais)

 

“Impressiona demais a boa disposição e o vigor físico deste homem”

(Bento caminhava)

 

E o âncora me pergunta para o comentarista de papa:

 

“Não seria esse um horário adequado (cerca de 18 horas), na própria tradição do papado, para um momento de contrição por parte de Bento XVI?”.

 

A-hã. Eu acho.

 

Também não foi nada bonita a grafia fonética de nosso querido presidente para o termo “pontífice”, em seu discurso de boas-vindas.

 

E quando você se depara com um mesmo metro quadrado sendo ocupado por Bento, Lula e Kassab, só resta o velho lamento: “Ô, fase”. (FF)

 
Aloisio Milani    Diego Iwata Lima    Fábio Fujita    Fernão Ketelhuth    Fernando Masini    JP Ribeiro    Sérgio Praça    Vicente Laganaro
ABCD    EFGH    IJKL    MNOP    QRSTU    VWXYZ
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