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Cafuné na faixa
Postado por Cotovelares às 16h12

Por sugestão do nosso amigo Fujita, fui atrás do filme "Cafuné", do jovem diretor Bruno Vianna. E não é que surpreende pela modéstia e despretensão. Nada de grande produção, o filme foi rodado nas ruas do Rio de Janeiro com um orçamento de 500.000 reais (só para comparar, o último filme do Cacá Diegues que está em cartaz custou 8 milhões). A história é de um casal de adolescentes, ela de classe média, ele do morro, que se apaixonam depois de fumarem juntos um baseado na praia. É uma oportunidade bem aproveitada pelo diretor de retratar as disparidades sociais sem cair na pieguice e no julgamento fácil.

A menina é interpretada por Priscila Assum, atriz de destaque de "Como Nascem os Anjos", e o ator Lúcio Andrey, do grupo "Nós do Morro", faz o papel de Marquinhos. O êxito do filme é ser simples: os diálogos não buscam convencer ninguém de nada, o diretor mostra delicadeza e sensatez ao tratar de assuntos indigestos, as interpretações não carregam aquele ar solene das novelas brasileiras, como se todo mundo estivesse discursando num auditório.

Dá para comparar com o teor de "Houve uma Vez Dois Verões", filme pequeno do gaúcho Jorge Furtado. Parece um bom caminho para o cinema nacional. O melhor disso tudo, o filme - em cartaz no Cinesesc em São Paulo - está disponível para ser baixado na íntegra no site www.cafuneofilme.com.br , lá você encontra duas versões, uma de 75 minutos e outra de 90. Demora um bocadinho, mas vale a pena.

Para baixar o filme "Cafuné": http://www.cafuneofilme.com.br/faca_um_cafune/index.html

Notícias do Planalto
Postado por Cotovelares às 17h01

Não, não fui fazer cobertura de eleições, nem lancei um livro de 600 páginas sobre o tema. Mesmo assim fiquei sem ar em Brasília. A primeira sensação ao descer do avião foi de desconforto, como percebeu um amigo, uma letargia estranha, tipo moleza ou chapação. É engraçado, parece que a cabeça fica aerada igual ao chocolate sulflair. Cheguei a espatifar uma tulipa no Bar Brasília, dono do melhor chope da cidade.

Daí vieram com uma história de falta de hemácias e altitude (como aquela lorota repetida pelo Galvão todo vez que tem jogo na Bolívia). Altitude em Brasília!? Como assim? O fato é que o clima parece interferir no andamento das coisas e você fica com a fala mansa e uma vontade constante de espreguiçar e deitar debaixo das árvores. Brasília é a ladeira plana da preguiça.

Minha luta contra o cigarro
Postado por Cotovelares às 01h21

A conclusão é a seguinte: quanto mais tento parar de fumar, mais vejo o quanto é bom fumar. Assim como quando você perde um grande amor e só depois percebe a magnitude da paixão. Não é exagero, não. Quase não consigo escrever direito porque não estou soltando baforadas pela janela.   

Outra coisa, tenho medo de pegar birra muito grande contra cigarro e fumantes e virar um daqueles insuportáveis moralistas de plantão. Fazer cara de nojo por uma coisa que sempre me ofereceu grandes momentos. O negócio é que voltei a mascar chicletes.

Por enquanto, sigo em minha empreitada, cheio de questionamentos. 

 
Aloisio Milani    Diego Iwata Lima    Fábio Fujita    Fernão Ketelhuth    Fernando Masini    JP Ribeiro    Sérgio Praça    Vicente Laganaro
ABCD    EFGH    IJKL    MNOP    QRSTU    VWXYZ
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