Negociação
Postado por
Cotovelares
às
11h22
Então chego ao Stand Center em busca de um pen drive. Faço um estudo preliminar de preços diante de tantas lojinhas que oferecem o supracitado.
Apesar de escolado quanto ao
- Non! Djá barata, djá barata!
na resposta à minha tentativa de algum desconto, eu sou brasileiro e não desisto nunca e insisto junto ao mais sorridente dos coreanos para economizar míseros R$ 5 na aquisição do mimo. O coreano abre um largo sorriso com a perspectiva da venda iminente. Eu sorrio de volta, do tipo "finalmente achei um comerciante coreano que entende de negócios" e aguardo. O coreano pega a calculadora e, pelo tempo que ele perde ali na maquininha, imagino que ele resolveu a própria Teoria de Fermat no esforço pelo meu desconto. Mantenho meu sorriso firme. Ele também. Ele encerra o cálculo e volta-se para mim:
- Sem desconta!
Que mundo besta, Deus do céu.
Feijão com estrogone
Postado por
Cotovelares
às
11h27
Faz um tempo escrevi um texto nas páginas cotovelares chamado "O Estrategista no Supermercado". Contava sobre minhas pirações pessoais ao escolher os produtos nas prateleiras e encher meu carrinho. Aos poucos, fui percebendo que todas as tarefas do cotidiano são realizadas de forma planejada, metódica, são sempre cheias de neuroses. É um esquema meticuloso e inconsciente, exige perspicácia e tempo ócio para ser reparado.
Ontem fui almoçar no restaurante por quilo de sempre. E logo me dei conta da minha diminuta neurose na hora de montar o prato. A decisão inicial é salada ou não. Se o prato é pequeno demais, não convém pegar alface, tomate, etc. Não vai sobrar espaço para o deleite carnívoro e, na pior das hipóteses, o molho italiano para saladas vai invadir o espaço do arroz e se misturar com o feijão. Aí dá nos nervos. Arroz é batata, sempre vai um amontoado ao lado da salada. A partir daí, é melhor verificar se tem estrogonofe lá na frente, para ver se dá pra pegar a conchada de feijão.
Pode acontecer de você pegar feijão sem olhar adiante e ter uma decepção ao encontrar o estrogonofe borbulhante lá na frente. Não vai cair na bobeira de misturar estrogonofe com feijão. No quesito amido, é sempre um dilema (exige tempo e paciência), normalmente demoro um bocado para decidir entre o purê de batatas ou a batata frita, a escolha piora ainda mais quando tem mandioca e bolinhos de arroz, aí fode de vez.
Outra coisa, vá sempre deixando aquele espaço no prato para colocar as carnes. Se bem que o churrasqueiro da minha espelunca é um saco, você organiza o prato para livrar o espaço da picanha e ele vai lá e joga a carne em cima da salada ou do arroz. E cuidado! Aquele queijinho suculento ao lado da maminha pesa igual tijolo na hora de pagar o prato. Fuja dele.
Após maquinar a preparação do prato ainda vem todo o planejamento de organizar as garfadas para não sobrar muito de uma coisa só no fim da refeição, normalmente tenho que comer purê puro por falha no cálculo.
PS: Croquete é feito à base de carne que sobrou do dia anterior.
Para ler e ouvir
Postado por
Cotovelares
às
17h17
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