Sexo!
Postado por
Cotovelares
às
22h29
Como eu tô vendo que meus filminhos orientais estão em baixa, então o negócio é apelar: sexo! Dez momentos devassos e marcantes do cinema (e chega de manteiga na Maria Schneider!):
10) Perdas e Danos

Sogro e nora soltando faíscas.
9) Proibido Proibir

O beijo de Caio Blat e Maria Flor foi só um beijo. E se aquilo é beijo...
8) Meninos Não Choram

Hilary Swank é macho. Chloë Sevigny que o diga.
7) Pecados Íntimos

Quando corta pra lavanderia e você tem a convicção de que sim, é a Kate Winslet em posição de Cristo, só que pecando, você fala “tá doido”.
6) Cidade Baixa

Alice Braga contra a parede. Ponto para Lázaro Ramos.
5) Lucía e o Sexo

Aí você escolhe.
4) Os Sonhadores

Uai, aquela cena lá. Você sabe... a da mesa. Seus bando de safado!
3) Marcas da Violência

A posição-cardinal mais famosa do mundo protagonizada por Viggo Mortensen e Maria Bello – esta, em figurino de estudante colegial.
2) Cidade dos Sonhos

E o fetiche dos homens.
1) A Última Ceia

A dor sublimada em libido, para a glória do personagem Dia-Certo-Hora-Certa encarnado por Billy Bob Thornton. (FF)
Do telão para a telinha - 1ª parte
Postado por
Cotovelares
às
16h34
Aos cultuadores do cinema dito “de arte”, temo que as notícias não sejam muito animadoras. Li ontem que o terceiro filme da cinessérie Piratas do Caribe, No Fim do Mundo, vai entrar em 769 salas (já é a maior abertura da Disney no país). Levando-se em conta que, no Brasil, existem cerca de mil salas, você deve concordar que será difícil encontrar um lugar que esteja passando, digamos, um Princesas, do Fernando León de Aranoa (o mesmo de Segunda-Feira ao Sol), que estréia no mesmo dia do filme com o Johnny Depp. E vale lembrar que a seqüência de blockbusters é cruel para o circuito alternativo: depois de Homem-Aranha 3 e Piratas, ainda vem por aí Shrek Terceiro, Quarteto Fantástico 2 e o novo Harry Potter.
Espaços Unibancos do mundo, uni-vos!
Ou então, miremos o DVD.
Ando feliz da vida. Desde que a Imovision começou a operar em home video, meus problemas acabaram. Logo no primeiro pacote, lançaram nada menos que Casa Vazia, que, guardadas as devidas empolgações, é o mais desconcertante e inovador filme dessa safra recente do cinema asiático. Ao criar um personagem central que não emite uma palavra, o diretor sul-coreano Kim Ki-Duk dialoga com o cinema mudo, ao mesmo tempo em que inverte a perspectiva transgressora da história que está sendo contada, fazendo crer que um invasor de casas pode representar não o perigo, mas a própria salvação, aos olhos da vítima.
Do telão para a telinha - 2ª parte
Postado por
Cotovelares
às
16h33

Não menos empolgante é o lançamento de Dolls, do Takeshi Kitano. Reafirmando seu estilo de mesclar ternura e porrada – como em Brother, Hana-Bi, Zatoichi – Kitano põe na tela uma das manifestações culturais japonesas das mais clássicas: o teatro de bonecos. São três histórias em paralelo que se articulam em torno da esquizofrenia das relações afetivas. Na primeira, um sujeito troca a mulher que amava por um casamento arranjado. Arrependido, ele inicia uma via-crúcis não exatamente pelo perdão dela – impossível – mas como uma forma de auto-punição. Na segunda, um mafioso que parece sentir a proximidade da morte tenta fazer um acerto de contas com o próprio passado, retornando a uma praça onde, décadas atrás, encontrava-se com uma namorada. Na última, uma modelo que teve o rosto ferido num acidente tenta evitar contato com fãs. Mas um deles encontra uma forma pouco convencional para se encontrar com ela. Catártico e imperdível. (FF)
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