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Ah, o Botafogo...
Postado por Cotovelares às 13h44

Deve parecer oportunismo espinafrar o Botafogo justamente agora, quando o time é “surpreendido” com a notícia de seu homem-gol, Dodô, ter sido pego no exame anti-doping. O Botafogo é tão triste. Tivesse sido um Grêmio, quem sabe um São Paulo, até mesmo um Santos, quem despontasse na liderança do campeonato de forma tão imperativa, a gente já saberia que a briga dos demais seria por vaga na Libertadores. Mas em se tratando do Botafogo, não parecia tão claro que alguma coisa fosse acontecer? Que o time fosse desandar e perder o título? Ainda é cedo para previsões do tipo, mas eu cravo desde já: o Botafogo não será campeão.

 

Time esquisito, esse. É o único pessoal que conseguiu se tornar inimigo mortal da Ana Paula de Oliveira. Ninguém é inimigo mortal da Ana Paula de Oliveira. No máximo, você não acha as coxas dela “tudo isso” (não é o meu caso). E vocês lembram do episódio em que ela se tornou persona non grata para o Botafogo? O presidente do clube, Bebeto de Freitas, não se cansou de vir a público e reiterar: “Deixaremos de arrecadar R$ 2,5 milhões por causa dessa mulher!”. Peraê, peraê. No meu tempo, quando se falava que o juiz roubou (ou o bandeirinha), isso servia para atenuarmos a decepção por uma não-classificação – no caso do Botafogo, foi uma desclassificação às finais da Copa do Brasil, um torneio nacional. Ou seja: o Botafogo lamentava a perda de lucro financeiro, não a perda de uma classificação. O Botafogo é tão triste.

 

E outra coisa: quando o Zetti foi pego no anti-doping nas Eliminatórias da Copa de 1994, a gente evidentemente sabia que tudo não passava de um equívoco, como se constatou. Mas e quanto ao Dodô: você apostaria suas finanças escondidas no colchão pela inocência do menino? Estou com meu amigo Vicente: tem caras que definitivamente não merecem só boas coisas na vida. Você (qualquer um) pode xingar a minha pessoa física, até me agredir brutalmente por meio de tapas espalmados, que ainda assim poderemos nos entender. Só não faça o que o Dodô fez em sua (graças a Deus breve) passagem pelo meu time. No banco de reservas, Dodô ria enquanto o time em campo perdia o jogo que significava a queda para a segunda divisão.

 

Dodô ria. Como eu, agora. (FF)

 

Brasil: ame-o ou deixe-o
Postado por Cotovelares às 13h48

Situação: você é técnico da seleção brasileira de futebol.

 

Atitude: Você convoca o Afonso para ser seu homem-gol. E o Doni para defender a pátria.

 

Conclusão: você é um tremendo dum infeliz.

 

A pergunta mais fabulosa que já ouvi no meio futebolístico foi quando o Dunga assumiu a seleção e um repórter, que não vou lembrar agora, emendou para o novo comandante:

 

- Dunga, você que nunca foi técnico antes, sabe, por exemplo, como é que se dá um treinamento?

 

Bastou tomar uma piaba do time B do México para, de repente, surgirem diversas justificativas para o infortúnio. A principal delas era a de que faltou tempo para treinar o time. Como é que é? A seleção havia feito dois amistosos prévios à Copa América e o nosso professor fez o quê? Convocou jogadores que não disputariam a Copa América!

 

E para fechar o círculo de lógicas alucinantes, é bem possível que a gente caia logo na primeira fase e aí será uma verdadeira caça às bruxas. Entenda: Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Zé Roberto. A culpa será deles, na concepção de nosso estrategista. Aliás, ainda que tardiamente, vamos dar nosso pitaco sobre o case Zé Roberto: o sujeito estava gastando a bola desde as embaixadinhas de apresentação no Santos. Só que não era convocado nunca. Bastou anunciar seu retorno ao futebol europeu, para o Dunga perceber que Zé Roberto era o cara. Com a "traição" do Zé, o cara passou a ser o Afonso, que joga num país de Primeiro Mundo, ainda que o nível técnico do futebol holandês seja inferior ao do campeonato brasileiro (aquele cujo artilheiro máximo é o Josiel).

 

Mas a pior de todas foi a especulação que ouvi sobre o porquê de a CBF ter escolhido Dunga para o cargo. Supostamente, seria a tentativa tupiniquim por uma versão do que a seleção alemã tentou com Klinsmann, aquela idéia de devolver o espírito ufanista perdido. O que eu não entendo é que o carisma de Dunga é similar ao de um DVD pirata, exatamente o perfil contrário ao de seu colega germânico. Eu fico maluco com os nêgo (sic) que vem me dizer que Dunga foi fundamental, como liderança, na conquista da Copa de 94. A-o-n-d-e?! Ser bravo e ser líder são coisas decididamente distintas. Liderança é ter o grupo todo fechado em torno de você, e tudo o que a gente sabe sobre o que poderia representar uma “Família Dunga” resume-se ao espalhafato de camisas floridas.

 

Cada seleção tem o Klinsmann que merece. (FF)

 
Aloisio Milani    Diego Iwata Lima    Fábio Fujita    Fernão Ketelhuth    Fernando Masini    JP Ribeiro    Sérgio Praça    Vicente Laganaro
ABCD    EFGH    IJKL    MNOP    QRSTU    VWXYZ
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